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A pelagem
exuberante, a carinha chata, corpinho robusto. Reconhecer um persa não é difícil.
Mas existem várias categorias de gatos de pelagem longa, dentro do Grupo Persa.
Conheça o
padrão estabelecido pelas Federações Internacionais de Felinofilia
como o ideal para a raça, como
observamos em Concursos de Beleza.
Conheça
também a imensa variação de cores que esses belíssimos gatos podem
apresentar; existem
genes que acompanham as cores e, com eles, trazem
características diferentes a gatos que, geneticamente iguais
em relação à esse fator, tem aparências tão diferentes.
PADRÃO
IDEAL DA RAÇA
Os persas tem o corpo maciço,
compacto e robusto, de forte ossatura;
patas curtas e grossas, e cauda curta.
A pelagem
é longa, densa e abundante em todo o corpo. Apresentam um lindo colar de
pêlos ao redor do pescoço, que se torna mais longo e farto até o peito.
Chamamos esse colar de “babador”.
A cabeça deve ser
grande e abaulada, com
pequenas orelhas bem separadas e com graciosos tufos de pêlos; carinha chata,
com grandes olhos cor de
cobre, colocados
distantes um do outro;
bochechas cheias e nariz curto, posicionado
na linha dos olhos, fazendo-nos lembrar de
uma “coruja”. Esse é o padrão estabelecido internacionalmente como
o ideal da raça.
Mas os persas não são todos iguais, como
também não existem duas pessoas idênticas; por mais pura que seja sua
linhagem, observamos que nem todos encontram-se exatamente dentro desse padrão.
Portanto, ligeiras variações não indicam que seu gato não é um legítimo
persa.
Assim, podemos classificá-los em 3
categorias, basicamente:
Persas Extremados, para
Exposição ou Show: trata-se do gato que possui todas as características
do padrão estabelecido acima; gatos aptos a participarem e estarem colocados
entre os melhores exemplares da raça, nas
Exposições Internacionais de Julgamento. Vale lembrar que cada característica
do gato a ser julgada numa Exposição vale pontos, realmente. É como uma bela
jovem participando de um Concurso de Beleza: realmente bonita, mas cinco centímetros
poderiam deixá-la de fora dos primeiros lugares.
Gatos Breeder: gatos que
possuem excelente linhagem; ou seja, filhos de grandes campeões, ou que
nasceram na mesma ninhada dos gatinhos Shows, mas que não são exatamente como
pede o padrão ideal: possuem o
narizinho um pouco mais para baixo, ou orelhas um pouco maiores, por exemplo;
mas que tem um excelente pedigree, atestando a pureza da raça
e qualidade de sua linhagem, e que possuem carga genética boa o suficiente para gerar filhotes Show,
mesmo que ele próprio não esteja apto para isso.
Gatos Pet ou de companhia:
gatos persas, com ou sem pedigree,
que, embora filhos de pais persas também,
não possuem em sua descendência
gatos dentro do padrão ideal e que, provavelmente (em genética, falamos
sempre de possibilidades, nada pode ser afirmado com veemência), nunca
gerarão filhotes com padrão Show, ou extremados. Trata-se dos persas com nariz
mais alongado, orelhas
maiores, corpo mais delgado,
embora possam apresentar a linda
pelagem. Aliás, não se deixe impressionar demasiadamente por ela: alguns
fatores como acasalamento, gestação,
amamentação, stress, época do ano, idade do gatinho e etc., faz
com que a pelagem não esteja permanentemente exuberante.
O padrão Show
varia um pouco, dependendo da categoria, ou
Grupo de Cores à qual
o gato pertence: por exemplo, os
melhores Chinchilas,
Silvers Shadeds e Goldens, que
observamos sendo premiados em Exposições,
não possuem o narizinho tão enterrado na carinha, em função da genética
que traz a coloração à pelagem e aos olhos,
que, nesse caso, são verdes; são
show, mas não são extremados (nariz no meio dos olhos).
E são gatos premiados e admirados, pois trata-se de um grupo muito mais
difícil de ser trabalhado
geneticamente até que se atinja o padrão ideal da Raça, além de serem muito
mais raros do que os persas.
Existem Chinchilas, Shadeds e Goldens extremados,
mas são pouquíssimos no
mundo.
Falaremos das cores e
seus aspectos mais adiante.
Nem todos os gatinhos que nascem numa
ninhada são absolutamente iguais, mesmo que ambos os pais sejam grandes
campeões: sempre há entre eles gatinhos breeder. E mesmo entre dois gatinhos
show existem diferenças claramente distintas. Se tiver dúvidas em relação ao
padrão de seu gato, consulte um criador experiente ou procure uma
Instituição de Criadores de Gato
que possa orientá-lo (vide Entidades).
Enfim, muitas pessoas não gostam do Persa com a “carinha de coruja”;
querem apenas um lindo gatinho, dentro do Padrão da raça, de boa linhagem, mas
apenas para levar amor e companhia
à sua vida. Com certeza, você os encontrará na mesma ninhada de onde saem os
Grandes Campeões.
PADRÃO DE
CORES
Esse é um dos fatores primordiais para
avaliação de um gato, e um dos mais apaixonantes. Nas Exposições
Internacionais, os gatos são julgados e classificados dentro de cada grupo
específico de cores.
Em todo o mundo, pessoas
dedicadas a Gatofilia buscam
o aprimoramento das cores já existentes, a supressão dos inconvenientes
que alguns genes trazem,
e na obtenção de outras novas. Essa paixão é tão grande, que existem
Clubes no exterior que congregam unicamente os apreciadores de determinadas
cores ou raças, como é o caso do “Silver Golden List”, um grupo de
criadores de Persas Silvers e Goldens a
nível Mundial, e também o “Atlantic
Himalayan Club”, a maior entidade de criadores de Gatos Himalaias,
com mais de 600 membros ao redor do mundo.
Existem, na realidade, poucas cores de gatos, geneticamente falando. Elas
apresentam-se puras, diluídas, e/ou associadas a vários genes que,
por sua vez, também sofrem a ação de diversos outros poligenes. No
Brasil, ainda existe pouca informação disponível e divulgada
a respeito; por tratar-se de
um assunto minucioso e técnico, e
por causa da imensa variedade de
cores e das nuances sutis que elas trazem,
identificar e classificar corretamente
a cor de determinados gatinhos ainda pode gerar certa confusão.
Vamos conhecer um pouco mais sobre suas cores, e os outros fatores que as
compõem.
GRUPO
DE CORES TRADICIONAIS
Sólidos:
Trata-se da cor pura, sem outro fator associado. Para que o leitor
compreenda melhor, as cores básicas e mais comuns
são duas: Preto e vermelho. Essas cores são dominantes geneticamente,
sólidas (apresenta-se em todo o comprimento do pêlo, no corpo todo)
e intensa (sem o fator diluição).
Mas
ainda fazem parte desse grupo as cores diluídas: o azul e o creme. O azul é a
diluição do preto, enquanto o creme é a diluição do vermelho. Esses genes
de diluição são recessivos. Ou seja, o filhote deverá herdar um gene de
diluição do pai e o outro da mãe, para que a coloração de sua pelagem seja
azul ou creme. Isso quer dizer que se um gato preto acasalar com uma gata
preta, e ambos carregarem o gene de diluição, você terá filhotes
pretos (dominantes) e azuis (recessivos) na ninhada. Se apenas um deles carregar
diluição, você terá somente filhotes pretos.
Temos ainda
a cor Chocolate, bem mais rara, também originária de mutações genéticas do
preto: a diluição do Chocolate é o Lilás. O Gatil Blaze Star especializou-se
nessas tão belas cores.
O Canela ou
Cinnamon é uma cor recente e
bastante desconhecida, caracterizada pelo tom marrom avermelhado na pelagem; sua diluição é o fawn, da mesma tonalidade, mas um pouco
mais pálido. Existem raríssimos exemplares de persas nessas cores, e nenhum
conhecido no Brasil.
Escamas
ou Tortoiseshell: Chamadas também de “Tortie” e sempre fêmeas,
são gatas que apresentam cores mescladas. Elas
tem o corpo basicamente preto, com manchas vermelhas distribuídas por
ele: são escamas intensas, chamadas
“Escamas de Tartaruga”; ou apresentam a pelagem azul
com manchas creme: essas são as “Escamas diluídas”, ou “Azul
Creme”. A quantidade e a
distribuição das manchas variam bastante, tornando cada exemplar único.
Também
encontramos escamas nas cores raras: como elas são originárias do preto e são
cores intensas, as escamas dessas cores (chocolates e cinnamon) serão mescladas
de vermelho, assim como os exemplares diluídos (lilazes e fawn) apresentarão
manchas creme.
Brancos:
Os Persas brancos devem ser avaliados cuidadosamente, e não podem ser incluídos
em nenhum grupo de cores. Na realidade, ele tem uma cor definida geneticamente,
que é determinada pela cor de seus pais, mas que não é exteriorizada na pelagem.
Ou seja, branco não é cor,
é a ausência dela na sua APARÊNCIA
EXTERNA, embora o gato tenha uma cor que não podemos ver.
Assim,
o branco é predominante sobre
todas as outras cores, porque ele pode mascarar qualquer uma delas. Isso
não significa que todos os gatinhos da ninhada
serão brancos, obrigatoriamente; poderão nascer com sua cor aparente
também, herdada de seus pais e avós.
Existem maneiras de
identificar a cor de um gato branco:
avaliando as cores de seus
pais no pedigree, ou através dos
filhotes que ele gera com
outro gato, de cor aparente. Uma outra forma é observar a ligeira coloração
mais escura que
o filhote branco apresenta, normalmente, no topo da cabeça; aquela é sua cor geneticamente. Um
criador experiente poderá identificá-la.
Os persas brancos tem olhos cor de cobre, mais fáceis de serem
encontrados; se os olhos forem
azuis, procure saber se ele carrega o gene de himalaia, os persas ponteados de olhos azuis (do qual
falaremos mais adiante), ou
se é um
branco de olhos azuis não-portador desse gene (você poderá avaliar
isso no pedigree de seus pais); nesse caso, trata-se de um gato albino, ou seja,
ele é branco geneticamente, também. Esses são os que podem apresentar
problemas de surdez ou esterilidade.
Ainda temos
os gatos brancos de olhos ímpares, também chamados de “Odd Eye”,
onde um olho é cor de cobre, e o outro é azul. Esses gatos podem ou não
apresentar surdez
no lado correspondente ao olho azul.
Falaremos agora dos fatores que vem associados às cores, seja ela qual
for; esses genes são independentes e poderão aparecer isolados ou todos
juntos, no mesmo gato, dando aparências tão diferentes a animais que,
geneticamente, são da mesma cor.
TABBY OU
TIGRADOS
São os gatos que apresentam listras ou outro tipo de marcação de
contraste na pelagem, da mesma cor do gato, embora mais escuras.
A
carinha tem o “M” característico na testa, os
olhos são claramente delineados com uma coloração bem mais clara, e
apresentam uma bonita marcação com linhas escuras que saem dos olhos e se
entendem para trás; as bochechas
apresentam duas ou 3 marcações bem distintas. A pelagem é bem
mais clara abaixo do nariz, do queixo e se estende com marcas bem
mais suaves ao redor do pescoço, e
por toda a parte de baixo do gato, inclusive
na cauda, que é toda anelada. As
pernas são listradas, com marcações
regulares até o corpo. Nos persas, as marcas se
manifestam mais visivelmente nessas regiões, uma vez que a longa pelagem
camufla um pouco o desenho do corpo, que varia de acordo com o padrão de
desenho do tabby, pois existem tipos diferentes de marcação;
mas são bem visíveis,
dependendo da intensidade delas (determinada pelos poligenes).
A
origem desse fator está nos grandes felinos silvestres, sempre
tigrados na natureza; de lá
também surgiram os gatos domésticos. Portanto, esse gene é dominante, todos
os gatos carregam o fator tabby. Mas, para que essa marcação sofra o contraste
e se torne visível, ele deve vir associado a outro gene, denominado
“Agouti”, que confere a coloração mais clara que se estabelece entre cada
listra mais escura. Os gatos sólidos não
manifestam a marcação pela ausência
do agouti, embora o Tabby esteja presente. As
marcações podem apresentar desenhos
diferentes nas laterais do corpo:
* Tabby Clássico ou Classic
Tabby: Possuem duas ou três linhas
que se estendem pelas laterais da coluna dorsal;
a marcação da lateral do corpo
começa nos ombros e se estende formando desenhos
regulares com o formato das asas de uma borboleta, onde o centro do desenho
assemelha-se a uma concha, circundada por linhas
distintamente delineadas, acompanhando a curvatura do desenho central.
Esse é o padrão mais frequente nos tabbies, apesar de tratar-se de um tipo de
marcação recessiva.
* Tabby Mackerel: Uma ou
duas linhas estendem-se pela coluna dorsal;
as marcas agora são listras
estreitas que circundam o corpo, densas,
bem distintas e sem manchas, lembrando uma espinha de peixe,
terminando no peito e na barriga como pequenos botões. Marcação dominante dos tabbies.
* Tabby Spotted:
Bem mais raras, caracterizam-se por pequenas manchas
redondas distribuídas irregularmente pelo corpo, como as onças
pintadas. Existe ainda um outro tipo de marcação spotted, que se apresenta
como um Mackerel tabby; porém, as linhas não são contínuas, mas como
se estivessem partidas, formando pequenos traços distribuídos de maneira
regular e verticalmente pelo corpo. São chamados de “Falsos Spotteds”.
* Tabby Agouti: Uma
outra forma de manifestação do Agouti, essa marcação apresenta-se
de forma diferente, pois o gato possui bandas de cores em cada pêlo, no corpo
todo; assim, ele perde
as marcas bem definidas e nos dá
a impressão de um gato “pontilhado”. Essa marcação é comum nos
gatos Abissínios e, no Persa, ela
aparece com maior frequência nos Goldens; e raramente nos himalaias. O
Gatil Blaze Star também dispõe de himalaias Lynx Agouti.
As escamas com marcação Tabby são chamadas de “Escamas Torbie”,
assim como os gatos Ponteados (himalaias, por exemplo) que as
possuem são chamados de Lynx Point.
SMOKES OU FUMAÇAS
Esse fator também atua na
pelagem, em todas as cores.
Essa característica é facilmente percebida quando o pêlo é repartido,
e podemos observar como o gene atua: chamado
de “Inibidor Branco”, ele
inibe o aparecimento da cor
na raiz, que se apresenta branca
em todo o corpo, conferindo um aspecto esfumaçado ao gato e dando um efeito de
muita leveza à farta pelagem,
inclusive nas extremidades, onde os pêlos são mais curtos.
Os persas Smokes ou Fumaça tem, em média, de 20% a 30% do comprimento de cada pêlo
branco, junto á raiz; o restante deve apresentar cor, até as pontas.
Os olhos são cobre, pois pertencem
ao Grupo Persa.
Apesar de facilmente identificável, existem nuances mais claras em
algumas partes do corpo de gatos sólidos,
principalmente nos filhotes, que poderiam induzir à conclusão de que o gato é
um fumaça; mais uma vez, a atuação
dos poligenes, que podem causar alguma dúvida quanto à
cor do gatinho. A maneira mais segura de identificá-la
é observando a coloração da cabeça: se a raiz dos pêlos for branca
ali, trata-se de um fumaça; se a
pelagem for totalmente colorida até a raiz, ela estaria apenas sofrendo essas
nuances, o que é perfeitamente normal.
Um outro fator importante a ser verificado é a linhagem do gato: o Inibidor branco é dominante;
portanto, se um dos pais for um Smoke, provavelmente o filhote também será.
Mas o Inibidor Branco atua de várias formas, com maior (no Silver) ou
menor intensidade (Persa Smoke); os
poligenes atuam causando ligeiras diferenças até mesmo dentro de cada divisão.
Uma pessoa experiente poderá
avaliá-los corretamente.
SILVER
SHADEDS E CHINCHILAS
Esses belos gatos caracterizam-se pelo aspecto sombreado
da pelagem, pois o Inibidor Branco atua mais
intensamente nessas categorias.
A quantidade de inibidor
que a pelagem apresenta dirá se o gato é um Chinchila ou um Shaded:
estes tem, aproximadamente, de 40% a 60% de pelagem branca, enquanto os
Chinchilas possuem 80% ou mais, ou
seja, somente 20 % de sua pelagem tem cor.
Com a mesma estrutura, mas ligeiramente menor que os Persas de outras
cores, eles possuem exuberante pelagem que,
colorida somente nas pontas,
confere ao gato uma aparência etérea. Esse efeito pode ser visto na cabeça,
no dorso, nas laterais do corpo e na parte
superior da cauda; as patas são ligeiramente sombreadas. É bastante comum
observarmos marcas Tabbies nos Silvers, principalmente nos filhotes. O queixo,
peito, barriga e a parte interna da cauda devem ser brancos.
Seus olhos
são contornados de preto, bem como a boca e o
nariz, que deve ser rosado.
Seus olhos agora poderão ser verdes ou cobre, dependendo da coloração
do gato: se pertencer às cores originárias do preto,
os olhos deverão ser
verdes; caso o gato for de uma cor originada do vermelho (Red ou Cream),
os olhos serão cobres. Algumas Entidades Internacionais também aceitam os
olhos cobres para as cores derivadas do preto: esses são chamados de
“Pewters”.
O nariz já não é tão curto como nas outras categorias de
Persas, apesar dessa característica
ser bastante desejável. Esse gene, associado a outros poligenes, conforme atua
mais intensamente no gato tornando-o cada
vez mais claro, também faz com que o nariz se coloque cada vez mais baixo; mas
a carinha deve ser sempre achatada. Porisso, é muito mais difícil vermos
bons exemplares para Exposição. A medida que o gato se torna mais
claro, ele também se torna mais raro, principalmente quando os problemas de
padrão inerentes à ação dos poligenes vão sendo suprimidos.
Criadores
dedicados à essa Classe
trabalham muito para obtenção de gatos bem
claros, com a carinha mais
chata possível, e também
no aprimoramento da cor verde dos olhos; características
difíceis de serem conciliadas e fixadas.
GOLDENS
Esses gatos ainda são
bastante raros e pouco conhecidos; pouco se sabe a respeito deles.
Os Goldens surgiram a partir
de trabalhos de criação de Silvers. Alguns estudiosos afirmam que a combinação entre o
Gene Inibidor Branco e o Gene Tabby foram os responsáveis pelo seu
aparecimento, junto com alguns outros fatores. Outros, dizem que houve uma mutação genética
que provocou a alteração desse
inibidor branco em alguns gatos (ainda inexplicavelmente), fazendo com que, onde
os Silvers possuem a pelagem branca junto à raiz, os Goldens a tenham dourada.
Porém, eles ainda estão sendo estudados cientificamente, e portanto,
nada pode ser afirmado com exatidão.
Eles sempre apresentam marcas tabbies, pelo menos na carinha, o que leva
a crer que o Golden é originário
desse gene.
O padrão é, basicamente, o mesmo dos Silvers, sofrendo alterações
somente na coloração da pelagem: onde os Silvers tem a parte branca junto à
pele, esses gatos tem a cor
dourada, ou apricot, enquanto a cor preta aparece
na ponta de cada pêlo, da mesma forma que nos Silvers.
Mas essa pelagem não se apresenta uniforme, como nos Silvers; aqui,
aparece também o gene Agouti, onde cada pêlo apresenta bandas de cores. Ou
seja, o gato tem a aparência dourada, com outras nuances da mesma cor, ao mesmo
tempo mesclado com o preto. Observamos esse efeito na parte superior do gato, ou
seja, na cabeça, dorso, nas laterais do corpo e na cauda. Queixo, peito,
barriga e parte interna da cauda devem ser dourados.
O
nariz é contornado de preto, com a parte interna rosada (também chamada de
“couro do nariz”); os olhos verdes, também contornados de preto, ganham
maior destaque com a coloração ouro da pelagem.
Alguns
programas de criação, permitidos e aceitos por algumas Federações
Internacionais, têm obtido Goldens de olhos cobre, provenientes de
acasalamentos entre Silvers ou
Chocolates Tabbies com gatos de
outras cores, como o Vermelho; todas as outras
exigem que eles tenham os olhos verdes, obtidos a partir de cruzamentos
somente entre Silvers ou Silver Tabbies.
São
conhecidos alguns padrões diferentes de cores
no Golden, cuja distribuição de cada um assemelha-se à cor
correspondente nos Silvers; o restante do padrão mantém-se basicamente o
mesmo:
Golden Tabby: a raiz dos
pêlos é dourada, e a ponta dos pêlos
apresenta coloração preta, mescladas
com as nuances descritas acima, embora as marcas tabbies estejam
bem definidas. Essa cor é aceita somente
em algumas Federações Internacionais.
Golden Shaded:
Possui marcas tabbies bem suaves, quase imperceptíveis,
mescladas com a coloração ouro na raiz dos pêlos e com o preto que se
mostra somente nas pontas, na mesma proporção dos Silvers Shadeds,
suavemente mescladas com o Agouti; coloração creme quente, porém
suave, em toda a parte inferior do gato, apresentando-se com nuances bem mais
claras no queixo, pescoço e parte interna das coxas, que podem ser ligeiramente
sombreadas.
Golden Chinchila:
Apresenta uma cor ouro claro, onde
somente as pontinhas dos pêlos da parte superior são pretas, no mesmo padrão
do Silver Chinchila; a coloração
no peito, barriga, pescoço e parte
interna da cauda é de um ouro pálido, muito claro.
Blue Golden:
Reconhecida recentemente por algumas Federações e em fase de avaliação
por outras, essa cor é a diluição do sombreado Preto no
Golden: onde estes tem a marcação e as pontas de cada pêlo
pretas, os Blue Goldens as têm diluídas, ou seja, mostram-se azuis.
Pelo fato dos Goldens terem aparecido há tão
pouco tempo, ainda não existem exemplares como os
Goldens Points, ou os Himalaias Goldens, no Brasil. Sabemos que eles já
foram obtidos através de programas de criação no exterior, mas não passam de
uma centena no mundo.
HIMALAIAS OU
POINTS
Chamados também de Colorpoints. Apesar de ser um gato de pelagem longa,
com o mesmo padrão e características
do Persa, ele é considerado por algumas Federações como sendo uma cor de
Persa; e por outras,
como uma outra raça. Entretanto, o acasalamento entre Persas e Himalaios
é largamente reconhecido e
permitido por todas as Federações Internacionais de Felinofilia.
Eles obedecem o mesmo padrão estabelecido para o Persa: cabeça ampla e
arredondada, com grandes olhos azuis colocados
distantes um do outro, nariz
bem curto, carinha chata com bochechas cheias, orelhas pequenas e bem separadas,
patas curtas e fortes, longa e abundante pelagem no corpo curto, robusto
e compacto, bem como na cauda, que deve ser curta e cheia.
Os olhos são azuis, uma vez que o Himalaia é proveniente de trabalhos
genéticos realizados no início do século entre siameses e gatos de pelagem
longa, que foram sendo aprimorados até chegarmos no padrão do Persa,
estabelecido como o ideal.
Qualquer semelhança com o siamês, como nariz fino e alongado, ou corpo
alto e delgado são indesejáveis e desclassificam o gato numa Exposição;
apesar de terem sido obtidos a
partir do Siamês, o trabalho genético para o aprimoramento da raça levou décadas,
até que se chegasse ao padrão que temos hoje. Portanto, não acasale seu persa
com um siamês: você terá filhotes sem raça definida, que não se assemelharão
nem a um, nem a outro.
Os Himalaios tem a cor distribuída de forma diferente: ela aparece com
maior evidência nas partes mais frias, ou seja, nas extremidades. Assim,
observamos orelhas, focinho, patas e cauda com cores bem distintas nessas regiões,
enquanto o corpo apresenta uma coloração
muito clara, do mesmo grupo de cor ao qual o gato pertence geneticamente,
mas que aparece de forma suave e quase imperceptível enquanto o
gato é jovem: essa pelagem escurece muito ao longo de sua vida. A coloração
do couro do nariz e as almofadinhas das patas
acompanham a cor do gato.
Assim, temos Himalaias de várias cores, como nos persas; o padrão geral
de tipo, corpo e olhos
mantém-se para todas:
Seal Point: As
extremidades são pretas, ou um
chocolate muito escuro; o corpo deve ser creme
quente, porém claro, sombreando
para uma tonalidade quase branca no peito e barriga.
Blue Point: essa cor é
a diluição do Seal Point; as orelhas, patas, focinho e cauda são de um azul
frio, platinado; o corpo apresenta uma coloração branco glacial ligeiramente
acinzentada nas laterais, e puro no peito e barriga.
Chocolat Point: Raros,
esses gatos tem as extremidades
marrom (tom de chocolate, realmente), de coloração mais suave que o Seal
Point, que é muito mais escuro; o
corpo apresenta cor marfim, mais claro na barriga e peito.
Lilac Point: Diluição
do Chocolat, e ainda mais difícil de obter, essa coloração combina os genes
do Chocolate com o Azul. As pontas são de um lilás rosado.
O corpo é gelo, suavemente
sombreado. Tanto o lilás como o Chocolate não escurecem com a idade, como
acontece com as outras cores de Colorpoints.
Red Point: Apresentam as
extremidades vermelhas, e o corpo deve ser branco levemente sombreado num tom
quente, porém claro.
Cream Point: Diluição
do Red Point, as extremidades são creme; o corpo apresenta-se branco, sem
sombreados.
Tortie Point: são as
escamas Himalaias. A base preta com manchas vermelhas aparecem
nas extremidades; o corpo apresenta
cor creme, pálido. As almofadas dos pés e o couro do nariz são
mesclados, conforme a marcação da gata.
Blue
Tortie Point
ou Blue Cream Point: diluição do Tortie. Possuem a mesma
distribuição, mas agora a marcação
é azul com pontos creme; a pelagem do corpo é branca levemente sombreada de azul,
podendo variar ligeiramente para o branco creme; peito e barriga brancos.
Chocolat Tortie Point:
Marcação chocolate nas extremidades com manchas vermelhas. O corpo apresenta a
coloração marfim, com algumas sombras levemente avermelhadas.
E a relação de cores se entende como nos
Persas, mas aparece somente nas extremidades, nos Himalaias. Em ambos, elas
podem vir associadas aos genes Tabbies, Smokes, Silvers, e
todos os outros descritos anteriormente.
Assim teremos, por exemplo, um Red Linx Point (Red porque ele é
vermelho, Linx porque tem marcas
tabbies, e Point, porque é um himalaia); ou uma
Himalaia Lilás Tortie Silver Linx Point (ou seja, ela é uma Lilás
Tortie, por que sua cor é Lilás Creme; Linx
porque possui marcas tigradas; Silver porque apresenta o inibidor branco em
quantidade suficiente para ser classificada como tal; e Point porque é uma
himalaia); e assim por diante.
Algumas
Federações até aceitam os Himalaias bicolores, que são todas as cores
partidas com branco; mas, mesmo
aceitos, tal acasalamento não é aconselhável, pois o Gene do
Himalaio não permite a boa distribuição das cores partidas com Branco, que
veremos a seguir.
PARTICOLORS
Essa é uma outra divisão de persas; ela pode englobar todos os outros
grupos; mas agora, as cores são
partidas com branco. Ou seja, existem partes do corpo com cor, e outras que se
mostram completamente brancas, claramente definidas e bem delimitadas.
Os
Particolors podem ser vistos em qualquer
uma das cores já apresentadas: preto, azul, vermelho, creme,
chocolate, etc., que poderão vir acompanhadas ou não dos genes Tabby
e/ou Smoke (e Silver, também); e
mais o branco. As Escamas, sejam
elas intensas ou diluídas, serão chamadas de Cálico Intensa, ou Cálico Diluída,
respectivamente. Os olhos serão sempre cobres.
Existem
alguns tipos bem definidos de Particolors:
Bicolores:
eles devem apresentar , aproximadamente, 50 % do corpo com cor,
e o restante branco, distribuídos da seguinte forma: o focinho, o pescoço,
patas, peito, e barriga
devem ser brancos. A cabeça, o
dorso e a cauda sempre apresentam-se com cor; as laterais do corpo serão
coloridas, podendo ou não ter
manchas brancas no meio, porém, bem definidas; a carinha tem cor na parte superior, e frequentemente,
observamos uma marcação em formato de “V”
invertido na testa.
Arlequim: A porção
colorida diminui. A cor aparece aleatoriamente:
os Arlequins sempre apresentam
manchas espalhadas pelo corpo, sem
uma distribuição regular.
Van:
É um gato branco com porções coloridas restritas às extremidades: a
cor aparece na cauda e no topo da cabeça. Pode apresentar, no máximo, duas
pequenas manchas coloridas nas costas.
Texto:
Elaine Jordão
Gatil Blaze Star
    
  
      
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